terça-feira, 18 de junho de 2013

Abraço


No seu abraço apertado

Aparta-me da solidão

E sempre nele me encontro

Quando por ele me perco

Num silencioso pranto

Que já nem canto

Leva-me pela mão

Que nele faço-me canção

E de novo me encontro

Onde sempre me perco

terça-feira, 4 de junho de 2013

Amor carrega dor



Sempre se sentiu amada

Nos intervalos de se sentir magoada

No meio do turbilhão de mágoa e de dor

Sempre lá encontrou amor

Mas de alma dorida não se ama ninguém

E cedo percebeu que o amor sempre magoa alguém.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Aos amores que fogem de lugares comuns


Num abraço dou-te a minha alma
E tu lês-me com calma

Canto-te as minhas histórias
Sonho as nossas memórias

Já te amava antes mesmo de te conhecer
Sabia de ti sem nunca ter de te ver

Tu levas-me para ti
E eu sinto-me em casa como nunca senti

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Parte de mim

Ainda lá mora
Na casa que era dos dois
Mora ela, a saudade e o depois

Ainda lá mora
No meio da vazio e da calma
Que lhe desassossega a alma

Ainda lá mora
À espera do fim
Que a leve de si e a traga para mim

domingo, 16 de dezembro de 2012

Desculpa a demora

Desculpa a demora,
Não é nada meu fazer-te esperar
Mas se outrora era a tua ausência razão suficiente para me inspirar
Desta vez não houve mágoa nem pesar
Talvez porque faz tempo que deixei de te amar
E no fundo sabíamos bem
Já não fazíamos sentido para ninguém.
Desculpa a demora,
Não volta a acontecer
Mas este era o caminho necessário para esquecer
Aquilo que um dia sonhamos ser.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Foi sem avisar


Foi sem avisar
Pelo caminho deixou nada, mas mágoa e pesar
Nos olhos carregava a expressão de quem não quer voltar
Foi sem avisar
Quando cair em si já não haverá volta a dar
Nunca se recupera totalmente aquilo que se joga ao ar
Foi sem avisar
Se voltar já não me vai ver chorar desalmada
Tanta frieza ensinou-me a superar não ser amada


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Que não se atropelem os sonhos.

Talvez mais tarde
Vamos deixar que o tempo apague as memórias
As nossas e as dos outros também
Deixa que o tempo passe
E leve com ele as mágoas
As minhas, as tuas e as de mais alguém
Que não se tenha pressa
Que a pressa atropela os sonhos
E esses são só nossos, meus, teus e de mais ninguém.