domingo, 16 de dezembro de 2012

Desculpa a demora

Desculpa a demora,
Não é nada meu fazer-te esperar
Mas se outrora era a tua ausência razão suficiente para me inspirar
Desta vez não houve mágoa nem pesar
Talvez porque faz tempo que deixei de te amar
E no fundo sabíamos bem
Já não fazíamos sentido para ninguém.
Desculpa a demora,
Não volta a acontecer
Mas este era o caminho necessário para esquecer
Aquilo que um dia sonhamos ser.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Foi sem avisar


Foi sem avisar
Pelo caminho deixou nada, mas mágoa e pesar
Nos olhos carregava a expressão de quem não quer voltar
Foi sem avisar
Quando cair em si já não haverá volta a dar
Nunca se recupera totalmente aquilo que se joga ao ar
Foi sem avisar
Se voltar já não me vai ver chorar desalmada
Tanta frieza ensinou-me a superar não ser amada


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Que não se atropelem os sonhos.

Talvez mais tarde
Vamos deixar que o tempo apague as memórias
As nossas e as dos outros também
Deixa que o tempo passe
E leve com ele as mágoas
As minhas, as tuas e as de mais alguém
Que não se tenha pressa
Que a pressa atropela os sonhos
E esses são só nossos, meus, teus e de mais ninguém.

domingo, 30 de setembro de 2012

Este é o meu pedido de desculpa.



Um dia escrevo-te um pedido de desculpa, um só, que um só chega, porque as verdades não têm de ser repetidas, basta serem sentidas.
E já que falo em sentir, sinto muito que a minha falta em ti não seja notada, que a nossa amizade não te faça a falta que a mim me faz.
Porque faz, a toda a hora e principalmente nesta hora onde me encontro, sem ti como já é hábito.
Mas as amizades passam pelo tempo e não com ele, por isso sei que nos voltamos a encontrar, num café, numa rua, num qualquer lugar, nós voltamos a encontrar aquilo que nos pertence.
E quando te encontrar não volto a perder, desculpa!

domingo, 24 de junho de 2012

7 Letras


A tua ausência, quando por momentos resolvo ouvi-la, acaba por levar-me à loucura.
Não é porque te deixei ir, que esperava que fosses, fazes-me tanta falta, hoje e  sempre.
Mas no fundo sempre soube que íamos acabar assim, nunca te senti a lutar por mim.
Continuamos as mesmas pessoas, esperar algo de novo, é como ler o mesmo livro vezes sem conta na expectativa de descobrir um final diferente.
Só queria que ficasses comigo, sem te importares com o quão difícil isso pode ser.
A minha amizade nunca foi perfeita, mas era verdadeira, será que não consegues entender?

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Agora só nos resta deixar o tempo passar

Já não sei de mim
Acreditei inocentemente que nunca teríamos fim
Perdi-me algures na procura do que podíamos ser
Do que juntos podíamos ter
Destruí-nos com a minha constante insatisfação
Quando tudo o que queria estava na palma da tua mão
Mas não sei das palavras ou então não encontro a minha voz
Já não consigo pensar em mim e em ti como um “nós”
Fica apenas a recordação
O tempo vai encarregar-se de apagar a desilusão.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Diário da insensatez que me norteia

São certamente vazias de intenção
As palavras que te atiro quando me roubas a razão
E o arrependimento acaba sempre por me assombrar
Porque depois de ditas nada as pode apagar
As desculpas não são capazes de sarar as feridas expostas
E eu só consigo perceber aquilo que me mostras
Esquecer o passado não vai resolver o meu presente
Prefiro guardar tudo que vivi na minha mente
Porque o caos é o meu lugar de eleição para construir
Cabe a ti a decisão entre ficar ou partir
Sabendo que tudo estará sempre na eminência de se desmoronar
Apenas na certeza de que os meus olhos serão sempre transparentes como a água do mar
O incerto é por natureza o meu lugar
Tentar mudar-me seria o início do holocausto
E a minha essência deixa-te exausto
Não sinto falta de nada que não seja meu por direito
Enquanto espero a tua decisão o medo corrói-me o peito
Se ficares que seja por inteiro
Lê-me como um poema de Alberto Caeiro
Porque por vezes um simples suspiro tem a capacidade de acordar um vulcão
E um olhar teu consegue sem dúvida arrancar-me o chão
Ficares para sempre do meu lado a segurar-me na mão
Porque não?