segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Diário da insensatez que me norteia

São certamente vazias de intenção
As palavras que te atiro quando me roubas a razão
E o arrependimento acaba sempre por me assombrar
Porque depois de ditas nada as pode apagar
As desculpas não são capazes de sarar as feridas expostas
E eu só consigo perceber aquilo que me mostras
Esquecer o passado não vai resolver o meu presente
Prefiro guardar tudo que vivi na minha mente
Porque o caos é o meu lugar de eleição para construir
Cabe a ti a decisão entre ficar ou partir
Sabendo que tudo estará sempre na eminência de se desmoronar
Apenas na certeza de que os meus olhos serão sempre transparentes como a água do mar
O incerto é por natureza o meu lugar
Tentar mudar-me seria o início do holocausto
E a minha essência deixa-te exausto
Não sinto falta de nada que não seja meu por direito
Enquanto espero a tua decisão o medo corrói-me o peito
Se ficares que seja por inteiro
Lê-me como um poema de Alberto Caeiro
Porque por vezes um simples suspiro tem a capacidade de acordar um vulcão
E um olhar teu consegue sem dúvida arrancar-me o chão
Ficares para sempre do meu lado a segurar-me na mão
Porque não?

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